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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
 Leach, 1820
Subfamília: Columbinae
 Leach, 1820
Espécie: P. picazuro

Nome Científico

Patagioenas picazuro
(Temminck, 1813)

Nome em Inglês

Picazuro Pigeon


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Asa-branca

A pomba-asa-branca é uma ave columbiforme da família Columbidae. Conhecido pelos nomes populares de: asa-branca, legítima, ligiti ou pomba-ligiti (derivado popular de legítima), legítima-mineira, pombo (a) do ar, pomba-trocal, pomba-trocaz, pomba-carijó (RS), pombão e pomba-verdadeira. Quando em voo, a principal característica da espécie é a faixa branca na parte superior das asas.

Esta ave inspirou Luis Gonzaga e Humberto Teixeira a compor uma das mais conhecidas canções populares, Asa Branca:

[…]
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
[…]

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) patageö = barulho, barulhento; e oinas = pomba; e do (guarani) pcázuró pomba amarga, amargosa. ⇒ Pombo barulhento e com sabor amargo. A referência amargosa, feita pelos nativos americanos, é em relação ao sabor da carne desta ave que se alimentava de frutos amargos. (Frisch, 2005).

Características

Uma das maiores espécies da família no País. Cabeça e partes de baixo marrom vinho, barriga pálida. Penas da nuca branco-prateado com pontas pretas. Manto superior roxo metálico, pontas escuras. Costas na maior parte cinza escuro. Asas marrom apagado, cobertura das asas cinza com pontas pálidas. Cauda preta. Pele orbital vermelha. A fêmea tem cor mais pálido. Mede cerca de 34 centímetros de comprimento.
Canto baixo, profundo e rouco, de três a quatro sílabas: “gu-gu-gúu”, “gú-gu-gúu”, sendo que o macho emite quatro repetições e a fêmea três.

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Patagioenas picazuro
(ssp. picazuro) (ssp. marginalis)

Alimentação

Alimenta-se de sementes e pequenos frutos geralmente coletados no solo. São granívoros e frugívoros, frequentando roças de milho e feijão, principalmente após a colheita.

Reprodução

Nidifica em todos os meses do ano no sudeste do Brasil. Os casais fazem ninhos em territórios demarcados pelo macho em vôos altos e com batimento especial das asas. Constrói o ninho em árvores e a cerca de 3 metros do solo ou na parte baixa de uma árvore de cerrado na borda de cerradão, o ninho é achatado com gravetos frouxamente entrelaçados. O material do ninho é quebrado dos ramos secos no topo de árvores ou pego no chão. O único ovo, branco, é incubado por 16 a 19 dias pelo casal que também se ocupa da criação do filhote. O filhote é alimentado pelos pais com o “leite de papo ou de pombo”, massa queijosa composta pelo epitélio digestivo do papo, que é fortemente desenvolvido em ambos os sexos durante a época da criação. Esta substância é regurgitada para ser recolhida pelos filhotes nos bicos dos pais. A medida que os filhotes vão crescendo são adicionados sementes em ordem crescentes. O filhote saindo do ninho é semelhante aos pais, um pouco menor e com a faixa branca da asa quase inexistente. Após o período reprodutivo associa-se em bandos, executando migrações.

A pomba-galega (P. cayennensis) pode por vezes cruzar com a pomba-asa-branca (P. picazuro), gerando híbrido (Crozariol & Indiani 2010).

Hábitos

Vive nos campos com árvores, áreas urbanas, cerrados, caatingas e florestas de galeria. Frequentemente encontrada no solo. É migratória como outras pombas, estendendo seus domínios acompanhando o desmatamento, aparecendo em grande quantidade. Voa longas distâncias e a grandes altitudes, exibindo seu espelho alar branco; está aproveitando as áreas urbanas, é comum ser encontrada comendo milho em galinheiros.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre do Nordeste ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, São Paulo (nas partes meridionais do país) e também na Bolívia, Argentina e Paraguai.

Status de conservação: LC ( IUCN )

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos